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Consórcio internacional aportará mais de € 11 milhões contra o zika



Um consórcio internacional promete unir esforços para garantir respostas e tirar todas as dúvidas sobre os problemas causados pelo vírus da zika. Lançado nesta sexta-feira (21), o ZikaPlan é composto por 25 instituições de pesquisa de 11 países da América Latina, América do Norte, África, Ásia e Europa. Com recursos oriundos da Comissão Europeia, na casa dos € 11,5 milhões (mais de R$ 40 milhões), o grupo pretende atuar por um prazo de até quatro anos em várias vertentes de combate à doença. Outros centros de pesquisa participam da ação conjunta. São o ZIKAaction e o ZikAlliance, também financiados pela União Europeia. A intenção é estabelecer uma rede na América Latina e no Caribe.


Por ter sido um dos lugares onde surgiram os primeiros casos, a capital pernambucana foi escolhida para sediar o primeiro encontro do grupo. No Recife, 60 pesquisadores estão reunidos desde o dia 19 deste mês para traçar os primeiros passos a serem dados.


“Existe uma grande parceria, uma grande participação e uma união de esforços para não perder tempo, não duplicar as pesquisas. Acredito que o consorcio expressa o interesse da comunidade internacional”, destacou o pesquisador da Universidade de Pernambuco e coordenador do ZikaPlan no Recife, Ricardo Ximenes. O projeto trabalha com cinco frentes de ação. Entender melhor a arbovirose e as doenças causadas por ela, prevenir sua disseminação, educar a população e a construção de uma capacidade de resposta sustentável na América Latina. Para Laura Rodrigues, pesquisadora da London School Of Hygiene and Tropical Medicine e integrante do consórcio, ainda se sabe muito pouco sobre o vírus da zika e sua real dimensão, assim como a imunidade dele. “Não temos um bom teste, uma boa vacina, um bom tratamento e uma boa maneira, eficiente, de controlar o mosquito. Não entendemos completamente como se dá a transmissão, não sabemos por que o zika infecta o feto e a dengue não, não sabemos o mecanismo no zika que causa o guillain barré e não sabemos se causa imunidade permanente”, listou. Para preencher essas lacunas, o ZikaPlan investigará a associação do vírus com a síndrome congênita e complicações neurológicas, e a patogênese dos casos graves. O projeto ainda irá estudar a transmissão e os fatores de risco, a evolução do zika, como inovar o diagnóstico e a elaboração da vacina, além de pensar numa série de medidas preventivas para o controle do vetor.


Fonte: G1 Pernambuco


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