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Custo da internet ainda é entrave no Brasil


O secretário nacional de defesa do consumidor, Arthur Luis Mendonça Rollo, definiu, ontem, o próximo paradigma no acesso à internet: a universalização. Falando em sessão do XVII Congresso Nacional do Ministério Público do Consumidor - cujo segundo e último dia de palestras acontece hoje, no Mar Hotel, em Boa Viagem - Mendonça disse que este “deveria ser um serviço público”. Ele reconheceu, no entanto, que há etapas fundamentais, ainda, a serem percorridas. O serviço de dados, no Brasil, é em geral ruim, e o custo relacionado, alto.


O secretário trouxe números: somos o quarto país em utilização dos serviços móvel e fixo somados, no mundo, mas ocupamos apenas o 38º lugar em velocidade média de navegação. Limitando o perímetro de avaliação a cidades menores - geralmente no interior dos Estados - a condição é ainda mais deficiente. Mendonça Rollo destacou que a perspectiva da qualidade média não considera as lacunas entre grandes centros urbanos e áreas afastadas, que no Brasil são muito relevantes.


Sobre a tentativa das operadoras de internet de estabelecerem franquias de dados para contratos de banda larga fixa, em sistema semelhante à navegação móvel, também foi crítico. “Hoje se fala em colocar a internet brasileira no patamar do resto do mundo. Melhora qualidade e preço, depois fala em limitação”, disse. Para se ter uma ideia, um mesmo plano de internet fixa custa 25% do salário mínimo brasileiro, ante a 5% nos Estados Unidos e 3% na Inglaterra.


A superintendente de Relações com os Consumidores da Agência Nacional de Telecomunicações, Elisa Vieira Peixoto, defendeu os esforços nacionais em banda larga móvel. Segundo ela, “há uma série de questões que dialogam com outros setores e que são verdadeiros desafios na melhoria da qualidade do sinal”, e citou as legislações estadual e municipal que proíbem a instalação de antenas em uma série de locais, por exemplo. Sobre os altos preços, responsabilizou parcialmente os tributos incidentes sobre as telecomunicações.


Fonte: FolhaPE

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