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AGU e Câmara recorrem contra decisão que proíbe privatização da Eletrobras


Em nota, a AGU informou que a liminar foi concedida "sem refletir sobre os efeitos danosos de sua decisão, que colidem com o interesse público de minimizar o déficit nas contas públicas."


A AGU argumenta ainda que a liminar representa um risco para a ordem econômica, já que o orçamento de 2018 prevê a arrecadação de R$ 12,2 bilhões em concessões que usinas da Eletrobras, que dependem da privatização da empresa.


Por conta disso, a AGU informou que apresentou recurso no Tribunal Regional Federal da 5ª Região e entrou com uma reclamação no Supremo Tribunal Federal (STF) apontando que o juiz da 6ª Vara de Pernambuco "usurpou" competência do STF ao dar a liminar.


Em sua reclamação, a AGU aponta que, ao suspender dispositivo da medida provisória, o magistrado realizou controle abstrato de constitucionalidade, o que é uma competência exclusiva do STF.



Câmara


Já a Câmara dos Deputados apresentou pedido à presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, para que seja derrubada a decisão da Justiça Federal em Pernambuco.


A ação foi encaminhada por sorteio para o ministro Alexandre de Moraes, mas a Casa pediu uma decisão liminar (provisória) a Cármen Lúcia, por estar ela no plantão do STF durante o recesso do Judiciário, que vai até o fim de janeiro.


“Dessa suspensão decorrem danos irreparáveis a cada dia, visto que as atividades de avaliação e preparo do processo de desestatização da Eletrobras e suas subsidiárias, encetado por meio de consultas públicas já no ano de 2017, estão interditadas ao Poder Executivo Federal”, diz a ação, assinada por advogados da Câmara.





Por G1


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