Conheça as bandas que se apresentam hoje 26/07 na 58ª Festa dos Estudantes

26.07.2016

A cidade pernambucana de Triunfo preza pela singularidade seu clima ameno, suas tradições, sua magia e poesia, o mistério de suas ladeiras. Em meio a esse terreno fértil surge o Radiola Serra Alta, dupla eletrônica que promove um diálogo entre cultura popular e as novas tecnologias. Trajados de figuras tradicionais do carnaval triunfense, a Veinha e o Careta, essa dupla preserva suas identidades em sigilo: são os brincantes eletrônicos do Alto Sertão do Pajeú. Em seu primeiro disco, Computador de Ciço, a dupla eletrônica catalisa elementos da cultura popular nordestina como o côco de roda, o aboio, o forró e os reprocessam em batidas do dub, jungle e drum and bass, ou como a dupla mesmo intitula, “um eletrococo muderno”. Produzido por Chico Correa, o disco é uma celebração ao batuque binário nordestino.

 

Recentemente a dupla se apresentou no festival Glastonbury (Silver Hayes) na Inglaterra (relembre).

 

Ouça o trabalho do Radiola Serra Alta aqui.

 

Ambrosino Martins surgiu em Triunfo no ano de 1997. Iniciando como um grupo de dança, de nome inspirado em um conhecido tocador de pé de bode, brincante de alaursa, tocador de novenas e o precursor dos festejos folclóricos da cidade, em meados da década de 50. O grupo de dança deu origem à banda que permaneceu com a mesma alcunha, uma homenagem em vida ao ilustre Seu Ambrosino.


O universo fantástico e místico do Carnaval dos Caretas, das poesias e causos sobrenaturais de Triunfo inspiraram o grupo, assim como movimentos como a Tropicália, o Cinema Novo, a “plagicombinação” de Tom Zé e o Manguebeat. As músicas do Ambrosino Martins são um mosaico sonoro, uma cocha de retalhos, que transitam do pandeiro aos beats, do coco de roda do Livramento ao rock and roll. Das histórias de assombração ao trip hop. Tudo isso transforma-se num constante diálogo entre a tradição e as novas tecnologias, entre a vanguarda e a cultura popular. Em seu primeiro disco oficial, A fantástica Ascensão de Severina Z., o retrato do universo místico das cidades do interior, reflexões sobre um mundo caótico, em constante transformação. Realismo fantástico, poesia, contos e causos.

 

Ouça o trabalho do Ambrosino Martins aqui.

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