Projeto reúne rede de voluntárias para apoiar vítimas de agressão doméstica

06.08.2016

 

No mês em que a Lei Maria da Penha completa dez anos, um grupo de voluntários que promovem apoio às mulheres vítimas de violência lança uma campanha de financiamento coletivo para ampliar a ajuda. A ideia do projeto 'Mete a Colher', desenvolvido por mulheres pernambucanas nas redes sociais, é criar um aplicativo, para que as vítimas tenham ainda mais um canal de denúncias e auxílio, online em tempo integral.

 

O projeto foi criado como um canal de desabafo para as mulheres vítimas de violência doméstica. "A gente percebe que elas precisam desabafar, contar o que aconteceu. Como o agressor tem o costume de afastar a mulher do ambiente dos amigos e da família, geralmente ela não tem quem a escute", explica Renata Albertim, uma das organizadoras do 'Mete a Colher'.

 

Além disso, por meio do projeto, as vítimas podem também entrar em contato com voluntárias como advogadas e psicólogas. De acordo com Aline Silveira, também organizadora, o grupo pretende ampliar a ajuda com o aplicativo. Vamos oferecer abrigo temporário, para mulher que precisam sair de casa por risco de vida, e a inserção no mercado de trabalho, porque a gente percebeu que muitas continuam em relacionamentos abusivos porque dependem financeiramente do companheiro. A gente quer dar essa porta de saída para elas", aponta a jovem.

 

Para a criação do app, o 'Mete a Colher' 'lançou uma campanha de financiamento coletivo na internet. As doações podem ser feitas pelo site do projeto.


Para a solução do caso e a punição do agressor, é fundamental que a vítima procure a polícia. De acordo com a delegada Martha Rossana, as mulheres vítimas de agressão podem procurar a delegacia mais próxima. "Temos dez delegacias para atender a mulher no estado, com atendimento especializado. Mas ela pode ser atendida em qualquer delegacia", afirma.

 

Após fazer o Boletim de Ocorrência, a vítima escolhe a medida protetiva que mais se adequa à sua situação, seja afastando o agressor do lar ou impedindo que ele se aproxime da vítima. "A medida protetiva de urgência é uma ferramenta poderosíssima que a Lei Maria da Penha nos dá", comenta a delegada.

 

A polícia tem 48 horas para remeter medida à Justiça, que, por sua vez, tem outras 48 horas para decretá-la. O agressor é notificado da medida protetiva e, caso a descumpra, é preso preventivamente.

 

Fonte: G1

 

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