Chuvas em Pernambuco seguirão abaixo da média em 2017, segundo APAC

02.01.2017

A maior seca dos últimos 60 anos contará com mais um período de chuvas abaixo da média histórica. É o que prevê a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), que aponta o ano de 2017 como menos severo que seu antecessor, mas, ainda assim, capaz de trazer profundos transtornos. Em Pernambuco, 31 cidades já entraram em colapso de abastecimento, enquanto 37 estão em pré-colapso, de acordo com a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa).

 

Nas cidades afetadas, a rotina de lamentações acaba naturalizada e se somará, mais uma vez, à angústia pela falta de chuva. O acumulado médio para o primeiro trimestre do ano no Sertão é pouco superior a 302 milímetros de chuva. Mas, segundo a Apac, ainda que não se possa afirmar ao certo quanto choverá, é certo que a região terá consideráveis milímetros a menos. “Quando afirmamos que as chuvas serão abaixo da média histórica, significa que choverá, no máximo, 20% menos que o habitual. Nesse caso, uma quantidade igual ou menor a 240mm”, explica o meteorologista Roberto Pereira.

 

Para 2017, o cenário pessimista dá continuidade a um 2016 que deixou marcas. Apenas em 2016, 22 municípios entraram em colapso de abastecimento, o que afeta diretamente a vida de 323 mil pessoas em um total de 31 municípios. Em pré-colapso, quando ainda há abastecimento, mas com debilidades ou restrições por conta da pouca quantidade de água nos reservatórios, são outras 37 cidades e mais 1,1 milhão de pernambucanos.

 

De acordo com o presidente da Compesa, Roberto Tavares, as antigas barragens de pequeno porte, que atendiam um ou dois municípios, agora abastecem muitos mais, levando à dependência dos carros-pipa. Além disso, alerta que, apesar da situação complicada no Sertão, sobretudo diante da escassez de chuvas no período, que deveria ser chuvoso, o Agreste é a região mais afetada e enfrenta a pior seca em um século.

 

Fonte: Diário de Pernambuco

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