Governo libera R$ 12 bilhões para pré-custeio da safra 2017/2018

19.01.2017

O presidente da República, Michel Temer, esteve em Ribeirão Preto para anunciar o pré-custeio do Plano Safra 2017/2018 (Foto: Gabriela Castilho/G1)

 

O governo federal liberou R$ 12 bilhões para financiar o pré-custeio da safra agrícola 2017/2018. O valor supera em R$ 2 bilhões o montante liberado para o pré-custeio da safra anterior. O objetivo é estimular a economia e melhorar as condições da produção agrícola do país. Os recursos permitirão aos produtores rurais fazer compras antecipadas de insumos, como sementes, fertilizantes e defensivos. O financiamento antecipado deve atingir primeiramente as culturas que são plantadas no verão, como soja, milho, arroz, café e cana-de-açúcar.

 

Os recursos serão ofertados pelo Banco do Brasil, a partir de captações próprias da Poupança Rural e de depósitos à vista. Os médios produtores terão acesso ao crédito por meio do Programa Nacional de Apoio aos Médios Produtores Rurais (Pronamp), com taxas de 8,5% ao ano e teto de R$ 780 mil. Já os grandes produtores poderão financiar até R$ 1,32 milhão, sob encargos de 9,5% ao ano.

 

O anúncio da liberação do crédito foi feito hoje (19), em Ribeirão Preto (SP), pelo presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, em cerimônia que contou com a participação do presidente Michel Temer, do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e outras autoridades. Segundo Temer, a agricultura é a área que tem sustentado a economia brasileira, que vive um momento de recessão. “O agronegócio é tão sustentador da economia nacional, que não precisa muita coisa, o que é preciso é financiamento, isto sim, e é o que estamos fazendo no momento”, afirmou Temer.

 

Produção recorde

De acordo com o último levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de grãos na safra 2016/2017 pode chegar ao número recorde de 215,3 milhões de toneladas. O volume representa um aumento de 15,3% em relação à safra anterior. Para 2017/2018, o governo também espera um volume expressivo de produção, que pode chegar a 271 milhões de toneladas.

 

FONTE: Diário de Pernambuco

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