Gaiolas eletrônicas serão utilizadas para monitorar Aedes aegypti em Pernambuco

31.01.2017

 

 

Reunião com pesquisadores da Johns Hopkins University, dos EUA, foi realizada na UFPE nesta segunda (30) (Foto: Antônio Coelho/TV Globo)

 

Em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), pesquisadores da Johns Hopkins University (JHU), dos Estados Unidos, vão monitorar o Aedes aegypti com gaiolas eletrônicas instaladas em locais de infestação. A ideia desse projeto de gaiolas interligadas por meio da internet, apresentado em reunião nesta segunda-feira (30), é conectar armadilhas já existentes a um programa que transmite em tempo real informações como a quantidade de mosquitos nos bairros e quais doenças eles transmitem.

 

Nas armadilhas já existentes, técnicos captam os mosquitos e os levam para laboratório para serem analisados, um processo que dura semanas. Os pesquisadores americanos permanecem no Recife ao longo desta semana para entender a realidade da população. Depois o programa de transmissão de dados, chamado VectorWEB Project, vai passar por adaptações. Em até seis meses, os pesquisadores voltam à capital pernambucana para os primeiros testes das armadilhas online.

 

Na visita desta semana ao estado, os pesquisadores da universidade americana realizam o mapeamento dos possíveis locais onde os equipamentos serão instalados, além de discutir questões de metodologia para realizar o estudo. Segundo a infectologista Sylvia Lemos Hinrichsen, professora da UFPE e coordenadora do projeto financiado pela Usaid-EUA em Pernambuco, o trabalho será feito em três etapas.

 

A primeira fase foi o desenvolvimento do projeto, que vem sendo feito desde 2016. Após o mapeamento da localidade, a expectativa é de que as gaiolas sejam instaladas na metade de 2017, com o desenvolvimento da parte técnica e, posteriormente, o acompanhamento, que dura cerca de um ano, finalizando em 2018.

 

O grupo acredita que a análise da densidade dos vetores contribuirá para a prevenção de doenças relacionadas aos mosquitos, principalmente, o Aedes aegypti. O diagnóstico das ações de controle e monitoramento dos espécimes do Aedes aegypti também serão feitos pela universidade americana.

 

“As gaiolas serão monitoradas diretamente pela Johns Hopkins, pela internet. Ainda serão definidos os locais onde elas vão ser instaladas. Em Pernambuco, uma equipe de quatro pessoas fica responsável pelo projeto, na parceria com a universidade internacional”, explica Sylvia Lemos Hinrichsen.

 

Também ao longo desta semana no Recife, os cientistas realizam trabalhos de campo, conhecem dependências da UFPE, assim como o Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami (Lika). Eles ainda visitam o Instituto de Medicina Integral Fernando Figueira (Imip) e a Secretaria de Saúde de Pernambuco.

 

Fonte: G1

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