Aumenta o número de casos de picadas por escorpião em PE; saiba como se proteger

16.05.2017

Neste ano, até o momento, o Centro de Assistência Toxicológica de Pernambuco (Ceatox-PE) computou 1.500 casos nos atendimentos por intoxicação e acidentes com animais. Desse total, lideram o ranking as ligações após picadas de escorpião, com 696 casos. O número é maior do que o registrado em 2016, também considerando os cinco primeiros meses do ano, quando foram registrados 469 casos. “Percebemos um aumento no número de acidentes com escorpião devido às chuvas, que parecem estar mais intensas do que no ano passado”, esclarece o biólogo Pedro de Lima Santana Neto, do Ceatox-PE. Em todo o ano de 2016, o Ceatox-PE computou 1.179 atendimentos por picada de escorpião. Em 2015, foram 740.


Normalmente escondidos em redes de esgoto e entulho, os escorpiões migram para casas e quintais no período das chuvas. Por isso, é importante intensificar os cuidados para evitar ataques. A população deve estar atenta para evitar entulhos e lixos perto de casa, tapar buracos e frestas existentes nas residências, limpar constantemente ralos de banheiros e cozinhas, além de evitar a presença de baratas, inseto preferido na cadeia alimentar do escorpião. São medidas que podem evitar o surgimento e ataques de escorpiões.


“Em caso de picada, crianças de até 12 anos, precisam procurar uma unidade de saúde que tenha o soro (antiescorpiônico). São referências no Grande Recife o Hospital da Restauração (Derby, área central do Recife) e o Hospital e Policlínica Jaboatão Prazeres (Cajueiro Seco, Jaboatão dos Guararapes). Adultos também devem ir a serviços de saúde, onde profissionais avaliam o caso para tratar apenas da dor local ou, se necessário, também indicar o soro, que geralmente é prescrito quando aparecem sinais como náuseas, vômito e suor excessivo”, explica Pedro.


Depois dos atendimentos por picadas de escorpião, vêm as intoxicações por ingestão de medicamentos, com 374 casos até maio deste ano. As ocorrências por agrotóxico agrícola (chumbinho) estão em terceiro lugar nos acidentes deste ano (até maio).


Dos atendimentos realizados pelo Ceatox-PE nos cinco primeiros meses de 2017, 11 pacientes foram a óbito. A maioria das ocorrências foi por chumbinho: oito casos. Em seguida, as mortes por medicamento, com três registros. Não houve notificação de óbito por escorpião. Informações do NE10.

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