Praias turísticas do Nordeste ficam mais sujas

24.12.2017

Principais destinos turísticos do Nordeste, Bahia, Pernambuco e Ceará foram os três Estados brasileiros que mais registraram piora nas condições de balneabilidade das praias em relação a 2016.


Pernambuco teve piora em 27 das 50 praias monitoradas. Na Bahia, 26 das 113 praias estão piores que o ano passado. Já no Ceará teve queda na qualidade de 16 dos 56 trechos avaliados, sendo 15 deles na capital Fortaleza (foto).

 

Uma das praias preferidas de quem vive em Fortaleza e de turistas que visitam a capital cearense, a Praia do Futuro teve qualidade imprópria em seis dos sete pontos de coleta em 2017. Há um ano, o cenário era o oposto: das sete praias, seis eram próprias.

 

Na Bahia, cidades como Salvador, Ilhéus e Porto Seguro foram afetadas. Em Ilhéus, as procuradas praias do sul, que há um ano tiveram balneabilidade regular, este ano estavam em condição péssima. O mesmo aconteceu com o trecho em frente ao Opaba Praia Hotel.

 

Até mesmo na badalada vila de Trancoso, em Porto Seguro, as águas estão menos limpas que há um ano. Se em 2016, a Praia dos Nativos era considerada boa, própria em todas as medições, este ano teve classificação regular.

 

O mesmo aconteceu em Morro de São Paulo, onde até mesmo as mais isoladas terceira e quarta praias estiveram impróprias em algumas semanas do ano.

 

Em Salvador, a praia do Farol da Barra era uma das raras praias das cidades consideradas boas em 2016. Um ano depois, o cenário era o inverso: a praia foi classificada como regular no trecho em frente ao edifício Oceania e ruim no trecho junto ao restaurante Barravento.

 

"Espero que o pessoal continue frequentando. Se a água tiver ruim, que venham para tomar sol e beber uma cerveja", disse o ambulante Vadeldenir Gomes, preocupado em perder seu público fiel na praia do Farol para quem vende protetor solar.

 

Ao todo, 27 praias estiveram ruins ou péssimas em 2017 -ou seja, impróprias para banho em mais de 25% das coletas. Além dos motivos usuais de despejo irregular de esgoto em rios e córregos, a capital baiana enfrentou problemas mais graves.

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