Temer assina acordos econômicos e sociais com o presidente do Suriname

02.05.2018

O presidente Michel Temer recebe nesta quarta-feira (02) o presidente do Suriname, Desiré Delano Bouterse, no Palácio do Planalto, em Brasília, a partir das 11h. Após foto oficial, Temer e Bouterse se reúnem com ministros dos dois países. Em seguida, assinam atos envolvendo o Brasil e o Suriname. Haverá uma declaração à imprensa.

Temer oferecerá um almoço a Bouterse no Palácio Itamaraty às 13h. O compromisso entre os dois presidentes se encerra após o almoço, quando Temer retorna ao Palácio do Planalto para dar sequência à sua agenda oficial.

 

O Suriname é parceiro estratégico do Brasil na fronteira norte. Ambos mantêm tradicional agenda de cooperação técnica e na área de defesa. O comércio bilateral voltou a crescer em 2017, alcançando US$ 40,1 milhões, com superávit a favor do Brasil de US$ 29,4 milhões.

 

Acordos

Temer e Bouterse devem assinar acordos de cooperação técnica, temas econômico-comerciais, cooperação consular e migratória, cooperação em defesa e segurança e temas regionais. 

Os termos dos acordos envolvem quatro ajustes complementares para a execução de projetos de cooperação técnica: Consolidação e Ampliação da Capacidade de Zoneamento Agroecológico e da Educação Ambiental do Suriname; Evoluindo da Agricultura Itinerante para Sistemas Agroflorestais no Suriname: Segurança Alimentar por meio da Agricultura Sustentável; Introdução do Cultivo Sustentável do Açaí no Interior do Suriname; Programa de Alimentação Escolar em Koewarasan, Distrito de Wanica.

Também há negociações em segurança pública, como o Memorando de Entendimento em Cooperação Interinstitucional entre a Polícia Federal do Brasil e o Corpo de Polícia do Suriname. Na área econômica, haverá assinatura de Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos.

 

Controvérsias

O presidente do Suriname é cercado de polêmicas, desde o período pós-independência do país, em 1975. Como general do Exército, ele comandou um governo militar que gerou críticas nos anos 80. Bouterse é suspeito de ter liderado atos violentos que provocaram mortes de civis, em 1982. Porém, sempre negou a acusação. 

Em 1988, com a redemocratização no país, Bouterse deixou a Presidência, ocupando-a novamente em 2010, após vencer eleições indiretas. Em 2015, conseguiu a reeleição. Em 1999, foi julgado na Holanda à revelia e condenado por tráfico de drogas. Não chegou a ser preso.

 

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