Diversidade de ideias marcou mais uma edição do Festival de Cinema de Triunfo

16.08.2018

Foto: Erik Clementino

 

Foram seis dias de exibições de curtas e longas-metragens no Cine Theatro Guarany, além de debates, oficinas e sessões itinerantes por cidades como Afogados da Ingazeira e Serra Talhada. A força do audiovisual brasileiro esteve mais uma vez presente no 11º Festival de Cinema de Triunfo, levando dezenas de realizadoras e realizadores de todo o país ao Sertão do Pajeú para celebrar a sétima arte.

 

Diversos temas importantes e urgentes nortearam a programação deste ano, como a maior participação das mulheres no cinema brasileiro e a representatividade LGBTQI no audiovisual – além de outros assuntos como potencialidades e representações dos corpos, consciência social e elementos culturais de várias regiões do Brasil.

 

Realizado pelo Governo de Pernambuco, através da Secretaria de Cultura e da Fundarpe, o Festival conta com a parceria da Prefeitura de Triunfo e apoio institucional do SESC, Prefeituras de Afogados da Ingazeira e de Serra Talhada, Associação Comercial de Triunfo, Associação Cultural São José e Coletivo Pantim.

 

Para o Secretário de Cultura de Pernambuco, Marcelino Granja, “toda a equipe do 11º Festival de Cinema Triunfo está e parabéns por essa realização que consolida uma política pública de governo. Agradecemos aos realizadores, produtores e artistas que se empenham para fazer esse festival acontecer, um evento nacional que tem a singularidade de acontecer em pleno Sertão do Pajeú. Nós, da Secretaria de Cultura e Fundarpe, deixamos aqui o nosso compromisso de garantir que essa política cultural, partilhada com três conselhos de cultura, com forte presença da sociedade civil, continue firme, com mais recursos e mais vontade política”.

 

O Prefeito de Triunfo, João Batista, agradeceu à realização do Festival na cidade, reforçando como o evento estimula a cultura e a educação na região. “Viemos de uma série de encontros importantes para a cultura e o turismo da cidade e agora finalizamos com mais essa parceria para realização do Festival. No que diz respeito à cultura, Triunfo avança através da criação de novos equipamentos como o Museu do Cangaço e o Museu da Cidade”, comentou o prefeito.

 

 

Números do Festival

Para Matheus Lins, coordenador geral do Festival, os números deste ano foram bastante expressivos e mostram a força do cinema nacional e do evento realizado em Triunfo. “Tivemos a presença de 34 realizadoras e realizadores que vieram de 13 estados brasileiros. Durante a programação, recebemos 18 escolas, totalizando um público de 2400 estudantes. Já nas sessões itinerantes, alcançamos quase 400 pessoas, e a estimativa de público geral do festival foi de 3.500 pessoas envolvidas”.

 

O 11º Festival de Cinema de Triunfo homenageou este ano a atriz pernambucana Ilva Niño e o ator baiano João Miguel. Ao todo, R$ 24 mil em prêmios e 33 Troféus Caretas foram distribuídos entre os vencedores das mostras competitivas. 

 

 

Oficinas

De acordo com a coordenadora das Ações Formativas do Festival, Andréa Mota, a realização das oficinas integram a política pública voltada para o desenvolvimento desta linguagem artística. Participaram das aulas 45 pessoas de diversas regiões como Região Metropolitana do Recife, Goiana, São José do Egito, Triunfo e São Paulo.

 

“A de ‘Crítica Cinematográfica’, ministrada por Carol Almeida, por exemplo, aconteceu na semana que antecedeu o Festival e serviu para formar nosso Júri Popular. A segunda foi a ‘Documentando’, com Marlom Meirelles, que resultou no curta Desyrrê, exibido na noite de encerramento do festival. Por fim, tivemos mais uma vez o Laboratório Fernando Spencer de Roteiro, com Allan Ribeiro”, reforçou.  

 

Debates

De terça (7) a sábado (11), sempre pelas manhãs, os realizadores e realizadoras se encontraram na atividade ‘Debates, Encontros e Roda de Diálogos’ para conversar sobre seus projetos, o processo criativo e técnico, entre outras questões deste fazer artístico. Os encontros foram mediados pelo jornalista Tiago Montenegro.

 

Seminários

Duas importantes rodas de conversa aconteceram durante a programação do 11º Festival de Cinema de Triunfo. Na sexta-feira (10), foi realizado o encontro 'A arte da direção', com mediação de Cynthia Falcão, da TV Pernambuco, e a presença das realizadoras Anna Andrade (PE), Caroline Azevedo (RJ), Hilda Lopes Pontes (BA), Rodriane DL (PR), Pâmela Peregrino (RJ), Tuca Siqueira (PE), Uilma Queiroz (PE), Ayla Oliveira (PE). Durante a mesa, todas se apresentaram, falaram de seus trabalhos e compartilharam sentimentos e perspectivas sobre o cinema e a presença feminina na sétima arte.

 

Segundo Cynthia Falcão, a avaliação que ela faz é de que foi muito positiva a conversa, não só com as realizadoras, mas com todas as presenças. “Somos 51% da população, mas só 20% das pessoas que atuam no cinema são mulheres. As mulheres negras têm quase nenhuma representatividade, e isso se reflete também nos filmes que vão para o cinema”.

 

“Por isso é importante esse debate, para avançarmos em politicas públicas que ativem essa potencialidade da atuação das mulheres em situação de comando no audiovisual. Se a gente quer ter um cinema diverso, que contemple a diversidade do nosso país, é importante que isso seja levado a sério”, ressaltou Cynthia Falcão.

 

Outro momento, realizado neste último sábado (11), foi o painel Representatividade LGBTQI no cinema, mediado por Tiago Montenegro e que contou com a presença de nomes como Carlota Pereira (PE), Maria Moraes (AM), Allan Ribeiro (RJ) e Victor Ciriaco (RN). Antes da conversa, foi exibido o programa piloto da série Mulher Original, de Carlota.

 

“A melhor forma da gente combater a intolerância é com igualdade de gênero. A gente não deve tolerar o próximo, precisamos sim respeitar, porque tolerância tem limite. O respeito é ilimitado. A série se propõe a isso, uma reflexão sobre outros corpos. Da gente se olhar e nos entendermos como humanos e nos aceitarmos como iguais”, opinou Carlota.

 

Confira os vencedores das mostras competitivas:

 

TROFÉU CINECLUBISTA DE MELHOR FILME PARA REFLEXÃO

11 Minutos, de Hilda Lopes Pontes

 

Menções Honrosas:

Tempo Circular, de Graciela Guarani

Arara: Um filme sobre um Filme Sobrevivente, de Lipe Canêdo

Nome de Batismo – Alice, de Tila Chitunda

Maria, de Elen Linth e Riane Nascimento

 

 

PRÊMIO ABD-PE/APECI

11 Minutos, de Hilda Lopes Pontes

 

Menções Honrosas:

Òpára de Òsun: quando tudo nasce, de Pâmela Peregrino

Maria, de Elen Linth e Riane Nascimento

 

PREMIAÇÃO DO JURI POPULAR

 

- Melhor Curta-Metragem da Mostra Competitiva dos Sertões: Uma balada para Rocky Lane, de Djalma Galindo.

 

- Melhor Curta-Metragem da Mostra Competitiva Pernambucana: Entre Pernas, de Ayla de Oliveira.

 

- Melhor Curta-Metragem da Mostra Competitiva Infanto-Juvenil: A Formidável Fabriqueta de Sonhos Menina Betina, de Tiago Ribeiro

 

- Melhor Curta-Metragem da Mostra Competitiva Nacional: Maria, de Elen Linth e Riane Nascimento.

 

- Melhor Longa Metragem da Mostra Competitiva Nacional: Organismo, de Jeorge Pereira

 

PREMIAÇÃO DO JÚRI OFICIAL DO FESTIVAL

 

CATEGORIA CURTA-METRAGEM:

 

- Melhor atriz: Arly Arnaud, pelo filme No fim de tudo

 

- Melhor ator: Silvério Pereira, pelo filme No fim de tudo

 

- Melhor Som: Richard Soares e William Tenório, pelo filme Cine São José

 

- Melhor Trilha Sonora: Henrique Macêdo, pelo filme Edney

 

- Melhor Direção de Arte: Chia Beloto, pelo filme Fazenda Rosa

 

- Melhor produção: Alexandre Soares Taquary, pelo filme Repulsa

 

- Melhor Montagem: Amandine Goisbault, pelo filme Nome de Batismo – Alice

 

- Melhor Fotografia: Roberto Iuri, pelo filme Entre Pernas

 

- Melhor Roteiro: Hilda Lopes Pontes, pelo filme 11 Minutos

 

- Melhor Direção: Carlos Nigro, pelo filme Casa Cheia

 

- Melhor Filme da Categoria Curta-Metragem dos Sertões: Uma balada para Rocky Lane, de Djalma Galindo

 

- Melhor Filme Infanto Juvenil: Médico de Monstro, de Gustavo Teixeira

 

- Melhor Filme Pernambucano: Nome de Batismo – Alice, de Tila Chitunda

 

- Melhor Filme da Categoria Curta-Metragem Nacional: Maria, de Elen Linth e Riane Nascimento

 

CATEGORIA LONGA-METRAGEM NACIONAL

 

- Melhor Personagem de Longa-Metragem | Troféu Fernando Spencer: Cristiano Burlan, pelo filme Elegia de um crime

 

- Melhor ator: Guilherme Magnata, pelo filme Organismo

 

- Melhor Atriz: Bianca Joy Porte, pelo filme Organismo

 

- Melhor Som: Pablo Lopes, Chris Llemgrueber, Paulo Umbelino, Guga Rocha e Fernando Arroyo, pelo filme Organismo

 

- Melhor Trilha Sonora: Amores de chumbo

 

- Melhor Direção de Arte: Séphora Silva, pelo filme Amores de chumbo

 

- Melhor Produção: Carol Ferreira, Luiz Barbosa e Mannu Costa, do filme Em nome da América

 

- Melhor Roteiro: Tuca Siqueira, pelo filme Amores de chumbo

 

- Melhor Montagem: Caioz e João Maria, pelo filme Em nome da América

 

- Melhor Fotografia: Beto Martins, pelo filme Amores de chumbo

 

- Melhor Direção: Tuca Siqueira, pelo filme Amores de chumbo

 

- Melhor filme da categoria Longa Metragem: Organismo, de Jeorge Pereira

 

 Menção Honrosa: Elegia de Um Crime, de Cristiano Burlan

 

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