Super Orquestra Arcoverdense de Ritmos Americanos tem estreia nacional em 15 de novembro

01.11.2018

Vencedor do Prêmio de melhor Direção de Documentário no Rio Festival 2016, o longa-metragem Super Orquestra Arcoverdense de Ritmos Americanos se revela uma surpresa experimental a partir do próprio nome. Parceiros em várias produções -  como os elogiados longas “Açúcar” (2017) e “Amor, Plástico e Barulho” (2013) e o premiado curta-metragem“Praça Walt Disney”(2011) -, os pernambucanos  Sergio Oliveira e Renata Pinheiro retomam a parceria, juntamente com o roteirista Leo Pyrata,  neste novo documentário, onde apresentam um Sertão globalizado, esteticamente modificado,  tendo como premissa o registro, em tom fabular, da sexagenária  orquestra de baile Super Oara, de Arcoverde (PE).

 

 O filme chega às telas de cinemas do país a partir de quinta-feira, 15 de novembro, e paralelamente, realiza um circuito alternativo pelo interior de Pernambuco, de 22 a 29 de novembro nas cidades de Caruaru, Buíque, Belo Jardim, Serra Talhada, Triunfo e Arcoverde, locação do longa.

 

Em contraste absoluto com a paisagem, os ruídos e os habitantes, ouve-se de fundo hits clássicos da música norte-americana. Coabitando simultaneamente, estão jumentos, crianças, feirantes, adolescentes em vestidos de debutante. Em Arcoverde, cidade a 250km do Recife, o cruzamento de eletrônicos com barulhos de máquinas anunciam um novo Sertão, impulsionado pela  promessa do  progresso e da  modernidade.  No entanto, a globalização sertaneja já era uma realidade cultural há pelo menos meio século.

 

O filme toma como ponto de partida a história e nome da Orquestra Super Oara, fundada em 1958 pelo músico Egerton Verçosa, mais conhecido como o  maestro  Beto  –  uma  orquestra  de  baile  de repertório internacional, americanizado e de canções românticas.

 

O que me encantou foi saber o significado por extenso do nome. Conhecia, claro, a Super Oara, de clubes, festas e tal. Mas uma banda de baile chamada orquestra arcoverdense de ritmos americanos?! O nome já passava uma ideia de mistura cultural, já tinha uma potência, ‘Super’, e de quebra num sertão já cosmopolita, ou o que é que isso possa significar. Isso tudo misturado a uma cultura popular onipresente e diversa, explica o diretor Sérgio Oliveira.

 

Ao longo das filmagens, contudo, o argumento inicial foi tomando outro corpo. O que inicialmente, retrataria a história da orquestra, acabou revelando um contexto mais amplo e peculiar: o de um sertão desmitificado, de um recorte contemporâneo sobre o Sertão nordestino, enfatizando a transformação da paisagem e suas contradições, sendo o contraste social o protagonista. Enquanto a orquestra anima festas de debutantes, a cidade é tomada por jumentos e motos.  Assim, o road-movie vai sendo embalado por por standards americanos diversos e até por “A Morte do Cisne”, deTchaikovsky, tudo mesclado a manifestações populares como o bumba-meu-boi e o Reisado.

 

O sertão é um universo mítico do imaginário brasileiro. A literatura, a poesia e o cinema brasileiro demarcaram a geografia dessa região. Por muito tempo se perpetuou um ideário do sertão como puro, um esquecido rincão, do que era ‘genuinamente’ brasileiro. Entretanto, o  Nordeste historicamente foi (e é) território de imigração de vários povos, sua cultura sempre foi mutante e aberta a influências. Os próprios ritmos da região, como o baião tem muito de valsa; o xote, de polka; a quadrilha junina, de danças palacianas etc. Então, entramos abertos naquela região, abertos à sua contemporaneidade, às contradições e aos acontecimentos, conta Oliveira.

 

Produzido pela empresa pernambucana Aroma Filmes e distribuído pela Inquieta Cine, o longa conta com os patrocínios do Programa Petrobras Cultural, do BRDE/Fundo Setorial do Audiovisual (FSA)/ANCINE e incentivo do Funcultura/Governo de Pernambuco.

 

SINOPSE

Uma tradicional orquestra de baile sertaneja, a SuperOara, anima festas de debutantes de vestidos vaporosos e cores vibrantes. Enquanto isso, esse mesmo Sertão, território mítico do imaginário brasileiro, é transformado em sua paisagem por grandes obras, ao ritmo de máquinas e operários. Super Orquestra Arcoverdense de Ritmos Americanos é um documentário em tom fabular que faz um recorte de um sertão contemporâneo onde alguns privilegiados celebram e outros menos afortunados, animais incluídos, dançam, cantam, mas não são convidados para a festa. Strangers in the night...

 

NAS REDES

TRAILER:  https://vimeo.com/296015652  

FOTOS:  https://goo.gl/QXnZPM

 

Facebook: www.facebook.com/soarafilme 

Instagram: @soarafilme  

 

SÉRGIO OLIVEIRA (Diretor)

Sergio Oliveira é diretor e roteirista. Ganhou prêmio de melhor diretor de Documentário no Rio Festival 2016 com oSuper Orquestra Arcoverdense de Ritmos Americanos. Também com Renata Pinheiro, dirigiu Açúcar (2017), ficção ambientada em um engenho de açúcar, com Maeve Jinkings como protagonista, passando pelo Festival do Rio, pelo Festival de Roterdam (2018) e ganhou o o prêmio de Melhor Filme pelo júri da crítica, no Festin Lisboa PRT (2018).

Seu primeiro longa documentário Estradeiros, também em parceria com Renata Pinheiro, foi o grande vencedor da Semana dos Realizadores-RJ e melhor filme pela Abracine no Cine PE. Realizou curtas como Praça Walt Disney (Grande Prêmio San Diego Latin Festival-EUA, Prêmio de Juri no IndieLisboa-PT, etc), O ouvido de Vinicius, Schenberguianas (Melhor Doc. no Cine PE) e Faço de mim o que quero (Grande Prêmio Curta Cinema RJ).

 

RENATA PINHEIRO (Roteirista e Realizadora)

Graduada em Artes Visuais, Renata tem como característica de suas obras cinematográficas a construção visual como principal elemento da construção da narrativa. Seu primeiro longa-metragem de ficção, Amor, Plástico e Barulho foi selecionado para o IndieLisboa (2014) é vencedor de mais de 15 prêmios, entre eles Melhor Direção de Arte no Festival de Brasília (2013) e Melhor filme pela  ABRACINE e no Festival Brafftv (Canadá). 

Superbarroco, seu primeiro curta, foi selecionado para a Quinzaine des Réalisateurs – de Cannes (2009) e ganhou mais de 30 prêmios. Pinheiro é premiada também por seu destacado trabalho em Direção de Arte, como nos filmes Zama, de Lucrecia Martel, Tatuagem de Hilton Lacerda e A Festa da Menina Morta, de Matheus Nachtergaele

 

FICHA TÉCNICA

Brasil / PE, 2016, 77 min, Documentário

Direção: Sérgio Oliveira

Roteiro: Sérgio Oliveira, Renata Pinheiro e Leo Pyrata

Fotografia:  Fernando Lockett

Produção: Renata Pinheiro

Direção de Produção: Mariana Jacob

Montagem: Eva Randolph e Renata Pinheiro

Som Direto: Manuel Andrés

Score Musical: Sérgio Oliveira

Produtores Executivos: Sergio Oliveira, Diego Medeiros e Sofia Mota

Empresa Produtora: Aroma Filmes

Distribuição: Inquieta Cine

Classificação indicativa: Livre

 

Participação em Festivais e Prêmios:

18° Festival do Rio 2016 - Melhor direção de documentário, Melhor fotografia.

XII Panorama Internacional Coisa de Cinema - Salvador 2016

Forumdoc.bh – 2016

XX Festival de Cinema Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira - 2016

Mostra Livre de Cinema - 2017

Mostra Petrobras de Cinema Brasileiro - 2017

IX In Edit Brasil - 2017

X Festival de Cinema de Triunfo - Melhor Trilha sonora, Melhor Produção - 2017

III Pirinópolis Doc/GO - Menção Honrosa Mostra Nacional -2017

Festival Mimo - Mostra de Cinema - Parati/Rio de Janeiro/Olinda - 2017

Festival de Cinema de Caruaru - Melhor Fotografia - 2017

 

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